segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Funções sintáticas: o sujeito

Atente nos Grupos Nominais abaixo assinalados:


Todos são gente.  Ninguém é menos do que os outros. Eles e elas são iguais. Eu sou uma multidão. Somos unos.

Como identifica o sujeito de uma frase? Pergunte ao verbo: quem...?

Quem é gente? Todos.
Quem é menos do que os outros? Ninguém.
Quem é igual? Eles e elas.
Quem é uma multidão? Eu.
Quem é uno? Nós (subentende-se pela forma do verbo "somos", a 1ª pessoa do plural).   



O sujeito é o ser, a pessoa, o animal, a coisa, a situação, etc. sobre a qual se faz uma declaração: é o termo referente. 
Ciberdúvidas in: http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=8667




Variáveis a considerar para identificar e classificar o sujeito: 




- a realização lexical do sujeito: sujeito expresso / sujeito oculto / sujeito nulo
- o tipo de argumentos selecionado pelo verbo (alguns verbos não selecionam argumento externo sujeito) 
- a composição do GN com função do sujeito: simples e composto (ou coordenado)
- a possibilidade de o sujeito constituir um frase (O cão que fugiu do canil passou por mim.)
- a posição do sujeito na frase: antes do verbo ou depois do verbo




Exercícios

Recorde o que aprendeu em aulas anteriores sobre o sujeito, sobre o material lexical que o realiza e sobre a sua posição na frase. Responda às questões, assinalando a resposta adequada.


1. Na oração: "Recusa muita gente a verdade" o sujeito é
    
a) verdade;         b) muita gente;        c) recusa;       d) recusa a verdade       
   (Pergunte ao verbo: quem recusa a verdade?)
   
Nota: trata-se de um sujeito que está em posição pós-verbal.



2. O Sujeito composto está em:

a) Filha, minha filha, o que tens?
b) Os livros contemplei, os quadros e as outras obras de arte.
c) Vocês, pessoas de bem, confiam nos políticos.
d) Entraram o pai e o filho.

e) Ontem fez de rei, hoje faz de Bobo.


Nota: o sujeito composto refere duas ou mais entidades distintas e apresenta dois grupos nominais coordenadas por uma conjunção copulativa ou por vírgula.




3. A oração "Na feira, estavam muitas coisas à venda" 

a) tem um sujeito simples: "na feira"           b) tem um sujeito simples "muitas coisas";
c) tem um sujeito nulo expletivo.                 d) tem um sujeito composto "muitas coisas";
e) tem um sujeito indeterminado.


Nota: o sujeito simples é realizado apenas por um grupo nominal (no singular ou no plural). 



4.  No texto: "Batem leve, levemente,
Como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é certamente
E a chuva não bate assim."
(Augusto Gil)


 Que tipo de sujeito apresenta a frase "Batem leve, levemente"?


a) sujeito nulo subentendido "leve";                                 b) sujeito indeterminado;
c) sujeito nulo subentendido "eles";                                 d) sujeito composto;


Nota: O sujeito indeterminado pode ser identificado a partir da terceira pessoa do plural dos verbos, pela terceira pessoa do singular dos verbos seguida do pronome “se”, ou ainda pela terceira pessoa do singular sozinha.



5.  "Houve falhas nos concursos". Nesta frase o sujeito é: 

a) nulo expletivo;            b) indeterminado;           c) subentendido.         

Nota: ver, no ponto 12 deste exercício, a lista de verbos que não preenchem a posição de sujeito.

 

6.O Sujeito indeterminado está em: 

a) Vivo feliz.     b) Vive-se bem aqui.      c) Chove muito.      d) Fui à Europa.      e) Faz calor.


Nota: não confundir sujeito nulo indeterminado com sujeito nulo expletivo, que não tem qualquer espécie de realização na frase.


7.  Assinale as duas orações que têm sujeito nulo expletivo:

a) Desapareceu de sua casa uma menor de 5 anos.
b) Neste mês, faço 50 anos.
c) Choveu bastante hoje de manhã.

d) São já cinco horas.
e) Ninguém tem tanto dinheiro como ele.


Nota: o sujeito nulo não tem realização lexical e não está expresso na frase.

 


8. Em duas das orações abaixo o termo em itálico não é sujeito. Assinale-as.

a) "Deus sabe como os presos lá dentro viviam e comiam..."
b) "No quadro-negro, a professora escrevia o alfabeto."
c) "- Continua, Maria, acaba o que disseste.
d) "Vocês estão enganados."
e) "A escola, nós já a conhecemos bem."


Nota: não confundir o Grupo Nominal com função de sujeito com outros Grupos Nominais que tenham a função de vocativo ou de complemento direto.



09. Só uma das orações não tem sujeito posposto (depois do verbo). Assinale-a.

a) “Vislumbram-se daqui belas casas e jardins,”
b) Apenas entravam no condomínio os proprietários.

c) Chegaram já eles?
d) Vive alguém aqui?

e) Ninguém precisa de se preocupar.



10. Indique as alíneas das frases de 1 a 8 cujo sujeito também se encontre em posição pós-verbal.

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11. Apenas uma das orações NÃO tem um verbo impessoal. Assinale-a.

a) Anoiteceu depressa.
b) Faz um tempo horrível.
c) Está um sol maravilhoso.
d) Está novamente com febre.
e) São cinco horas.
f) Há tempo para tudo.
g) Estão 23 graus.

Nota: os verbos impessoais não selecionam argumento externo, logo, não têm sujeito. 



12. Escreva frases sem sujeito a partir dos verbos que se seguem:

Faz...
Deve haver...
Eram...
Havia...
Chega de...
Houve...
Nevou...
São...
Há...

13. Só uma das opções NÃO apresenta um sujeito constituído por uma frase. Indique-a.

a) Algumas das pessoas que assistiam à cena estavam a fazer muito barulho.
b) As flores do jardim da minha melhor amiga são maravilhosas!
c) Que tu chegues atrasado é perfeitamente inadmissível.
d) A tal senhora de que te falei comparecerá à entrevista hoje à tarde.
e) O único comboio que está prestes a partir é o da linha 3.

Nota: se susbstituir as palavras que compõem o sujeito por um pronome ele / ela / eles / elas ou por isso verificará se a sua escolha foi acertada.



Exemplos para tirar dúvidas:

          . Quem vai ao mar perde o lugar. Ele/ela, aquele que for ao mar perde o lugar
          . Espanta-me que os alunos estudem tão pouco Isso espanta-me.
          . É verdade que o Benfica jogou mal. Isso é verdade.
          . Ela ter namorado deixa-me abismado. Isso deixa-me abismado
          . As minhas amigas que conheceste ontem, virão à minha festa. Elas virão à minha festa.



1. Sujeito nulo indeterminado
a) «[ ] Dizem que vai chover.»
b) «[ ] Diz-se que vai chover.»
2. Sujeito nulo subentendido
a) «[ ] Disseste que ia chover.»
b) «[ ] Dissemos que ia chover.»
3. Sujeito expresso (realização plena)
a) «Tu disseste que ia chover.»
b) «Nós dissemos que ia chover.»

4. Sujeito expresso indeterminado
a) «Alguém disse que ia chover.»
5. Sujeito expresso expletivo
a) «Ele chove que se farta.»
Em 1, o sujeito não é expresso nem pode ser determinado. Em 2, apesar de não ser expresso, subentende-se (pela concordância verbal): (a) «Tu disseste...», (b) «Nós dissemos...».
Em 3, 4 e 5, o sujeito é expresso (cf. sublinhados), mas nem sempre com o mesmo valor; em 3, tem realização plena (sintática e semanticamente), em 4, é indeterminado («alguém» – não podendo ser identificado), e em 5, apesar de expresso, «ele», preenche apenas uma posição sintática, não tendo qualquer valor semântico.
Finalmente, há orações que não têm sujeito: 

a) com verbos referentes a fenómenos ou situações da natureza: chover, nevar, trovejar, amanhecer, anoitecer, etc. 
Ex.: Ontem choveu muito. – oração sem sujeito. 
b) com o verbo haver na aceção de existir, combinado ou não com outro verbo. 
Ex.: Hoje não há aulas. – oração sem sujeito. 
Ontem houve uma serenata na minha rua. – oração sem sujeito. 
Devia haver mais cuidado com a exposição aos raios solares. – oração sem sujeito.

         Fonte: Ciberdúvidas em http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=30559 
         Acesso a 1 -10_14


Proposta de correção
1- b)  / 2-d) / 3-b) / 4-b) / 5-a) / 6-b) / 7-c) e d)
8- c)vocativo  e  e) complemento direto 9-e)
10- ponto 1; ponto 2-d; ponto 3; ponto 7-a); ponto 9 a), b) c) e d)
11- d) / 12- livre / 13-b)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Formação e Educação de Adultos na Escola Secundária Leal da Câmara


Cartaz sobre a diversidade, realizado por alunos do EFA B1 A de 2013/14


A qualificação profissional é, cada vez mais, uma forma de ligação mais firme ao mundo laboral. São exigidas competências comunicativas, literacia informacional, domínio das novas tecnologias, conhecimento de línguas e uma boa qualificação científica. Aprender a ler, escrever e contar, ou completar o 1º ciclo, o 2º ciclo , o 3º ou o secundário é abraçar o a autonomia, o conhecimento, a evolução e o enriquecimento pessoal.

Pensando nos muitos jovens e adultos que não completaram um dos ciclos de ensino na idade convencional, ou nos cidadãos de outros países que precisam de adquirir habilitações para aprender português ou para efeitos da obtenção da nacionalidade portuguesa, a ESLC dispõe da oferta formativa que se segue:

EFA B2 Escolar – certificação do 2º ciclo do Ensino Básico (6º Ano)
EFA NS – Escolar – certificação do Ensino Secundário (nível 3 de qualificação)
Ensino Secundário Recorrente:

     Ciências e Tecnologias  – 10º, 11º e 12º Anos
     Línguas e Humanidades  – 10º, 11º e 12º Ano

Português para estrangeiros:

      PPT – Português Para Todos :    

 MATRÍCULAS:

Secretaria da Escola Secundária Leal da Câmara
Dias úteis das 18:30 às 20:00
    Rua Pedro Nunes, nº 1 – 1º A
    2635 – 217 – Rio de Mouro
    T. 219 169 310

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Novo advérbio

Leia o poema e responda ao questionário abaixo.



'Metaphorical journey', pintura de Vladimir Kush



Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
A maneira mais triste de se estar contente
a de estar mais sozinho em meio de mais gente
de mais tarde saber alguma coisa antecipadamente
Emotiva atitude de quem age friamente
inalterável forma de se ser sempre diferente
maneira mais complexa de viver mais simplesmente
de ser-se o mesmo sempre e ser surpreendente
de estar num sítio tanto mais se mais ausente
e mais ausente estar se mais presente
de mais perto se estar se mais distante
de sentir mais o frio em tempo quente
O modo mais saudável de se estar doente
de se ser verdadeiro e revelar-se que se mente
de mentir muito verdadeiramente
de dizer a verdade falsamente
de se mostrar profundo superficialmente
de ser-se o mais real sendo aparente
de menos agredir mais agressivamente
de ser-se singular se mais corrente
e mais contraditório quanto mais coerente
A via enviesada para ir-se em frente
a treda actuação de quem actua lealmente
e é tão impassível como comovente
O modo mais precário de ser mais permanente
de tentar tanto mais quanto menos se tente
de ser pacífico e ao mesmo tempo combatente
de estar mais no passado se mais no presente
de não se ter ninguém e ter em cada homem um parente
de ser tão insensível como quem mais sente
de melhor se curvar se altivamente
de perder a cabeça mas serenamente
de tudo perdoar e todos justiçar dente por dente
de tanto desistir e de ser tão constante
de articular melhor sendo menos fluente
e fazer maior mal quando se está mais inocente
É sob aspecto frágil revelar-se resistente
é para interessar-se ser indiferente
Quando helena recusa é que consente
se tão pouco perdoa é por ser indulgente
baixa os olhos se quer ser insolente
Ninguém é tão inconscientemente consciente
tão inconsequentemente consequente
Se em tantos dons abunda é por ser indigente
e só convence assim por não ser muito convincente
e melhor fundamenta o mais insubsistente
Acabo de inventar um novo advérbio: helenamente
O mar a terra o fumo a pedra simultaneamente


Ruy Belo


(Obrigada ao leitor anónimo que me indicou o nome do autor do poema)


Questionário



1. Sublinhe no texto todos os advérbios de modo.

2. Indique qual deles é o novo advérbio.

3. Explique como é que o sujeito poético define esse novo advérbio.

4. Apresente alguns pares de opostos usados pelo autor, nas   múltiplas antíteses presentes no texto.
   Ex.: triste / contente

5. Refira o valor expressivo destas antíteses na definição do estado de espírito referente ao "helenamente".

6. Apoiando-se no texto e na pintura de Kush (acima) explique como é estar / ser / viver "helenamente".

7. Considerando a expressão de sentimentos, invente um novo advérbio que exprima outros sentimentos.


sábado, 25 de janeiro de 2014

A viagem de Vasco da Gama



Recurso para os alunos do 9º ano: animação que mostra a viagem de Vasco da Gama narrada por Camões. Clica na imagem e instala-te. Passagem obrigatória no Olimpo.


Scratch Project

Guião de exploração do recurso:

1. Regista no teu caderno diário as várias etapas da viagem.
2. Indica qual era o objetivo da viagem. 
3. Reparte as personagens pelos dois grupos: mitológicas e históricas.
4. Nomeia os oponentes ao sucesso da viagem de Vasco da Gama.
5. Apresenta os seus argumentos.
6. Nomeia os coadjuvantes, as personagens que são favoráveis ao sucesso da viagem.
7. Refere os seus argumentos.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Recursos expressivos

Quais os recursos expressivos que conheces?

 O texto literário distingue-se do texto não-literário pela predominância de determinados jogos de palavras que embelezam o texto e o tornam mais sugestivo, da mesma forma que uma tela fica mais expressiva com um jogo de texturas, de cores e de formas. A expressividade, no texto literário,  resulta do uso das palavras com um outro sentido que não o literal ou da combinação de ideias e de sons capazes de nos transmitir com mais beleza e veracidade o real representado no texto. A esses jogos de linguagem chamamos recursos expressivos, ou figuras de estilo. Aqui tens algumas. Verifica quantas já conheces e realiza os exercícios abaixo propostos.  

.

Aliteração – Repetição de sons consonânticos. Exemplo:
“Fogem fluindo à fina-flor dos fenos.” (Eugénio de Castro)
“Na messe, que enlourece, estremece a quermesse.” (Eugénio de Castro)

Assonância – Repetição de sons vocálicos. Exemplo:
“Sino de Belém, pelos que inda vêm!
Sino de Belém bate bem-bem-bem.
Sino da Paixão, pelos que lá vão!
Sino da Paixão bate bão-bão-bão.”
(Manuel Bandeira, Poesia Completa e Prosa)

Onomatopeia – Conjunto de sons que reproduzem ruídos do mundo físico. Este conjunto de sons pode formar palavras com sentido (palavras onomatopaicas). Exemplo:
“Bramindo o negro mar de longe brada.” (Camões)

Anáfora – Repetição de uma ou mais palavras no início de verso ou de período. Exemplo:
“Toda a manhã/fui a flor/impaciente/por abrir. /Toda a manhã/fui ardor/do sol/no teu telhado. “ (Eugénio de Andrade)
“É brando o dia, brando o vento.
É brando o Sol e brando o céu.” (Fernando Pessoa)

Adjetivação ou dupla adjetivação – consiste na utilização de um ou mais adjetivos de forma a tornar o texto mais belo ou mais expressivo. Exemplo:
“O tigre é um mamífero carnívoro, robusto, elegante e muito feroz , cujo pêlo apresenta coloração com lindas listas transversais negras …”

Assíndeto – Supressão das partículas de ligação (vírgula, virgula,). Exemplo:
“Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereira, neste Desterro.” (Vitorino Nemésio)
“Eu hoje estou cruel, frenético, exigente.” (Cesário Verde)

Polissíndeto – Repetição dos elementos de ligação entre palavras. Exemplo:
“Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos.” (Sebastião da Gama)
“E crescer e saber e ser e haver
E perder e sofrer e ter terror.” (Vinicius de Morais)

Anástrofe – Inversão da ordem directa das palavras. Exemplo:
“Tirar Inês ao mundo determina.” (Camões)

Hipérbato – Inversão violenta da ordem dos elementos na frase. Exemplo:
“Casos/Duros que Adamastor contou futuros.” (Camões)
“Estas sentenças tais o velho honrado Vociferando estava.” (Camões)

Paralelismo ou simetria – Repetição do esquema ou construção da frase ou do verso. Exemplo:
“Meu amor! Meu amante! Meu amigo!” (Florbela Espanca)
“E agora José? A festa acabou/a apagou/o povo sumiu/a noite esfriou/e agora José? E agora Joaquim? /Está sem mulher/está sem discurso/está sem caminho…” (Carlos Drummond de Andrade)
“Ondas do mar de Vigo,
Se vistes o meu amigo,
E ai Deus se virá cedo!
Ondas do mar levado,
Se vistes meu amado,
Ai Deus se virá cedo!” (Martim Codax)

Pleonasmo – Repetição de uma ideia já expressa. Exemplo:
“Vi, claramente visto, o lume vivo.” (Camões)
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)

Quiasmo – Estrutura cruzada de quatro elementos, agrupados dois a dois. Assim, o segundo grupo apresenta os mesmos elementos do primeiro, mas invertendo a ordem (J.M. Castro Pinto). Exemplo:
“Joana flores colhia/Joana colhia cuidado.” (Bernardim Ribeiro)
“Mais dura, mais cruel, mais rigorosa,
(…)
Mais rigoroso, mais cruel, mais duro.” (Jerónimo Baía)
"A benção como espada/ a espada como benção" (Fernando Pessoa)

Antítese – Apresentação de um contraste entre duas ideias ou coisas. Repare-se nesta sequência de antíteses:
“Ganhe um momento o que perderam anos/Saiba morrer o que viver não soube!” (Bocage)
“Ali, àquela luz ténue e esbatida, ele exalava a sua paixão crescente e escondia o seu fato decadente.” (Eça de Queirós)
“O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa)

Paradoxo – Um mesmo elemento produz efeitos opostos. Exemplo:
“Que puderam tornar o fogo frio.”
Que saudade, gosto amargo.”

Apóstrofe ou Invocação – Interpelação a alguém ou a alguma coisa personificada. Exemplo:
“Ó glória de mandar, ó vá cobiça/Desta vaidade a quem chamamos fama. ” (Camões)
“Bem puderas, ó Sol, da vista destes…” (Camões)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)

Comparação – Consiste na relação de semelhança entre duas ideias ou coisas, através de uma palavra ou expressão comparativa ou de verbos a ela equivalentes (parecer, lembrar, assemelhar-se, sugerir).
Exemplo:
“O génio é humilde como a natureza.” (M. Torga)
“A rua […] parece um formigueiro agitado.” (Érico Veríssimo)
“Eu toco a solidão como uma pedra.” (Sophia de Mello Breyner Andresen)

Eufemismo – Dizer de uma forma suave uma ideia ou realidade desagradável. Exemplo:
“…Só porque lá os velhos apanham de quando em quando uma folha de couve pelas hortas, fazem de nós uns Zés do Telhado!” (Aquilino Ribeiro)
"Tirar Inês ao mundo determina."(Camões)
"Vai pera a ilha perdida"(Gil Vicente)

Disfemismo – Dizer de forma violenta aquilo que poderia ser apresentada de uma forma mais suave.
Exemplos: “Esticar o pernil.”
“ – Foi. Enfurecendo-se, estourou. É dos livros…
– Se não se tivesse zangado hoje…
– Estourava amanhã. Estava nas últimas… Deixa em paz a criatura.
Está começando a esta hora a apodrecer, não a perturbemos.” (Eça de Queirós)

Enumeração – Apresentação sucessiva de vários elementos. Exemplo:
“Deu sinal a trombeta castelhana/Horrendo, fero, ingente e temeroso.” (Camões)

Gradação – Disposição dos termos por ordem progressiva no seio de uma enumeração. Pode ser crescente ou decrescente. Exemplo:
“Duro, seco, estéril monte…” (Camões)
”O Chico Avelar é bom moço; mas o pai é tacanho, um bana bóia…! Tem medo de tudo; é um capacho debaixo dos pés de certos senhores da cidade. Quanto á fortuna de dona Carolina Amélia, […] bem sabes como aquilo estava: capitais espalhados, rendas em atraso, casas a cair…” (Vitorino Nemésio)

Hipálage – Atribuição a um ser ou coisa de uma qualidade ou ação logicamente pertencente a outro ser. Exemplo:
“As tias faziam meias sonolentas.” (Eça de Queirós)
“Dá-me cá esses ossos honrados.” (Eça de Queirós)

Personificação – Atribuição de qualidades ou comportamentos humanos a seres que não o são.
Exemplo:
“Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
“Havia na minha rua/Uma árvore triste.” (Saúl Dias)
“Também, choram [as ondas] todo o dia, /Também se estão a queixar. /Também, à luz das estrelas, / toda a noite a suspirar!” (Antero de Quental)

Hipérbole – Ênfase resultante do exagero. Exemplo:
“Se aquele mar foi criado num só dia, eu era capaz de o escoar numa só hora.” (Agustina Bessa - Luís)
Ela só viu as lágrimas em fio/que duns e doutros olhos derivadas/se acrescentaram em grande e largo rio.” (Camões)

Ironia – Figura que sugere o contrário do que se quer dizer. Exemplo:
“Senhora de raro aviso e muito apontada em amanho da casa e ignorante mais que o necessário para ter juízo.” (Camilo Castelo Branco)
“A Câmara Municipal do Porto, com uma nobre solicitude pelo peixe, para quem parece ser uma extremosa mãe, e receando com um carinho assustado, que o peixe se constipasse […] construiu-lhe uma praça fechada.” (Eça de Queirós)
"Pera lá vai a senhora?" (Gil Vicente)

Metáfora – Comparação de dois termos, seguida de uma identificação. Exemplo:
“A menina Vilaça, A loura, vestida de branco, simples, fresca, com o seu ar de gravura colorida.” (Eça de Queirós)

Sinédoque – Variante de metonímia, pela qual se exprime o todo pela parte ou vice-versa.
Exemplo:
“…a Ocidental praia Lusitana.” (Camões)
“…novo temor da Moura lança.” (Camões)

Sinestesia – Fusão de perceções relativas a dados sensoriais de sentidos diferentes. Exemplo:
“Da luz, do bem, doce clarão irreal.” (Camilo Pessanha)
“…delicioso aroma selvagem.” (Almeida Garrett)
“Tinha um sorriso amargo.” (Eça de Queirós)

Rima – Repetição de sons (não de letras) no fim dos versos ou no seu interior.

Ritmo – Rápido, lento, melancólico, binário, ternário…

Métrica – Pode não ser indiferente o número de sílabas métricas (contadas até à última sílaba tónica). A métrica mais usada em Camões: redondilha maior e menor (versos de sete e cinco sílabas, respetivamente) e decassílabo (no soneto e n’Os Lusíadas).

Elipse – Omissão de uma palavra (um adjetivo, um verbo, etc.) que subentende. Exemplo:
“Quero perder-me neste Pisão, nesta Pereira, neste Desterro.” (Vitorino Nemésio)
Equivalente a: Quero perder-me neste Pisão, [quero perder-me] nesta Pereira, [quero perder-me] neste Desterro.

Alegoria – Coisificação de um conceito abstrato: «o polvo» (=a hipocrisia e traição), no Sermão de Santo António (Pe. António Vieira), é uma alegoria. Exemplo:
“…tão grande sandice é […] desprezar o estado das virtudes, e escolher o estado dos pecados, como seria se algum quisesse passar algum rio perigoso e tormentoso e achasse duas barcas: uma forte e segura e mui bem aparelhada, e em que raramente algum se perde, […] e outra velha, fraca, podre, rota em que todos se perdem, e alguns poucos se salvam”. (D.Duarte)

Animismo – Atribuição de vida a seres inanimados. Exemplo:
“Plácida, a planície adormece, lavrada ainda de restos de calor.” (Virgílio Ferreira)

Imagem – Recurso a aspetos sensoriais para, a partir daí, provocar uma forte evocação afetiva (José M. de Castro Pinto). Exemplo:
“Para os vales poderosamente cavados, desciam bandos de arvoredos, tão copados e redondos, de um verde tão moço, que eram como um musgo macio onde apetecia cair e rolar.” (Eça de Queirós)
“Um polvo de pânico desdobra-se pelos fios.” (José Gomes Ferreira)

Interrogação – Questão retórica, isto é, não visa uma resposta, antes procura dar ênfase e criar expetativa. Exemplo:
“Sou por ele [retrato] possuído? /Ou ele me possui?” (Raul de Carvalho)

Metonímia – Emprego de um vocábulo por outro, com o qual estabelece uma relação de contiguidade (o continente pelo conteúdo; o lugar pelo produto, o autor pela sua obra, etc.). Exemplo:
Tomar um copo (=um copo de vinho). Beber um Porto (=um cálice de vinho do Porto).
Ando a ler Eugénio de Andrade (=a obra de…)
[Os madeireiros] “trabalham nesta praça contra a clorofila.” (Carlos de Oliveira)
“O excomungado não tem queda para as letras.” (=estudo) (Aquilino Ribeiro)

Perífrase – Figura que consiste em dizer por muitas palavras o que poderia ser dito em algumas ou alguma. Exemplo:
“Tenho estado doente. Primeiramente, estômago – e depois, um incómodo, um abcesso naquele sítio em que se levam os pontapés…” (Eça de Queirós)


Depois de leres as definições...


- realiza o teste;
- verifica o resultado final que obtiveste;
- volta a ler as definições e os exemplos.




http://quizlet.com/18092429/metaforas-habituais-adagios-e-comparacoes-flash-cards/

Outro teste online:  http://aulaportuguesonline.no.sapo.pt/figurasestilo.htm



Atividade de enriquecimento de texto


Enriquece o texto que se segue com a introdução das expressões abaixo. Procura primeiro identificar os recursos antes de os inserires no espaço respetivo:


(1) - cabisbaixas e frias,
(2) - de algodão.
(3) - até o sol passar sobre a montanha o seu toque dourado.
(4) - que entristecia pela tarde
(5) - em fuga na tela de silêncio,
(6) - como chumbo
(7) - só o frio responderia aos gritos das feras.
(8) - a clara escuridão da madrugada
(9) - árvores, caminhos, casas, quintais e jardins,
(10) - primário, antigo, íntimo, fetal



O dia estava cinzento e pesado (comparação) e pela encosta vinha um nevoeiro (metáfora). A luz, (sinestesia e metáfora) já era escassa, de forma que as pessoas começavam a apressar-se, (dupla adjetivação) para o canto da lareira. Eram assim os domingos de inverno, na montanha (personificação) e tudo, (enumeração) fazia pensar num recolhimento, (adjetivação e gradação).  Em breve, viria a noite ancestral, depois (paradoxo) e, no silêncio (personificação). Nas suas camas, os homens debatiam-se com os sons de um universo caótico: o vento, o gemido das portas, por vezes a chuva, a morte lenta da esperança (imagem). 
Proposta de correção:
(6),  (2), (5), (1),  (4), (9), (10), (8), (7), (3)


@ Ana Isabel Falé



Atividade de alargamento vocabular





Escrita

Elabora um curto texto descritivo sobre a noite na tua cidade, na tua aldeia, ou em algum lugar que conheças bem:

- que sons ouves
- que barulho faz a tempestade
- que jogos de luz e movimento imaginas
- que sentimentos te traz a escuridão
- como vês a madrugada


Utiliza recursos expressivos que aprendeste. Inspira-te nos exemplos presentes nos exercícios anteriores.

Terminaste a atividade.


domingo, 5 de janeiro de 2014

A semântica (significação) do verbo TIRAR
    

O mesmo verbo, mas vários significados... Podemos usar o verbo "TIRAR" para referirmos diferentes situações.  
É pelo contexto que verificamos o seu sentido. Vou tirar férias em breve:
 vou gozar férias  / vou pedir férias / vou ter férias.
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Tirar (v. tr.): fazer sair; extrair; retirar; apreender; sacar; arrancar; arremessar; atirar; deduzir; concluir; subtrair; diminuir; obter; puxar; colher; furtar; roubar; bloquear; ganhar; auferir; fazer aparecer; ter; gozar.
Substitui o verbo TIRAR por um verbo sinónimo da lista acima, que seja adequado a cada uma das frases apresentadas. 

© Recurso elaborado pelo Gabinete de Português da Escola Móvel
  1. O ladrão TIROU a carteira à senhora e fugiu.

  2. -- Se tu TIRARES 5 unidades a 29, com quantas unidades ficas?

  3. O dentista teve de lhe TIRAR o dente cariado.

  4. -- Que bons resultados ela TIROU na prova de exame!

  5. Habitualmente, o mágico TIRAVA um coelho da cartola.

  6. -- Podes TIRAR-ME este espinho do dedo?

  7. -- Amanhã, vou TIRAR todas as maçãs maduras daquela macieira.

  8. O rapaz costumava TIRAR a corda, com tanta força, que às vezes até caía.

  9. Se fizessem as aulas com concentração, aquelas alunas teriam TIRADO boas notas nos exames.

  10. Os tutores TIRARAM os computadores aos alunos, devido ao uso abusivo do 'GOOGLE TALK' .

  11. -- Devias TIRAR ilações do teu mau comportamento.

  12. -- Quem desrespeitar as regras da aula e TIRAR más notas não irá à próxima visita de estudo.

  13. -- Será que os alunos cábulas TIRARÃO o 9º Ano?

  14. Um bom trapezista TIRA um bom dinheiro.

  15. É impressionante como os cães de caça TIRAM as presas da toca.

  16. Há quem TIRE a sorte grande!

  17. Como  por milagre, o ilusionista toca na cartola e TIRA o coelho, num ápice.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Atividade sobre a categoria gramatical tempo


Ana

A menina que andava à procura do tempo



Uma história simples sobre coisas simples
 


Atividade publicada em formato BOOK BUILDER no âmbito da formação SenNEThttp://bookbuilder.cast.org/view.php?op=view&book=86832&page=1


A menina que andava à procura do tempo

       A Ana nasceu numa grande cidade. Os habitantes da cidade andavam o dia inteiro a correr atrás do tempo e, mesmo assim, nunca o encontravam. Diziam constantemente:
      - Não tenho tempo!
     Ou então queixavam-se:
     - Preciso de mais tempo.
     Quando ela queria que a mãe a levasse a passear, a mãe respondia:
      - Agora não posso. Mais tarde, vamos ao centro comercial.
     Quando a Ana queria ajuda para fazer os trabalhos de casa, dizam-lhe sempre:
      - Dá-me tempo. Daqui a bocado já te ajudo.
     Ela começou a perceber que o tempo era uma coisa que não se via e que andava sempre à frente: havia o “agora” e o “logo”, o “daqui a bocado” e o “mais tarde”.  Havia também o “depois” e ela desconfiava que também havia o “antes”, porque, se o tempo andava sempre para a frente, alguma coisa ficava para trás.

O sótão da avó Jacinta
      
      Por exemplo, “antes” de pedir aos irmãos para brincarem com ela, sentia-se sempre muito aborrecida e só.  Então, atrás de um “agora”, havia sempre um “antes”. O tempo era mesmo uma coisa complicada!
     Também achava estranha a palavra “sempre”. Os pais diziam que ela andava “sempre” distraída.  Mas então, quanto tempo era “sempre”?  Uma hora, duas horas, uns minutos, a vida inteira? Por que será que as pessoas não podem ser mais exatas?
     Um dia conheceu um relógio que estava abandonado no sótão da avó Jacinta. As pessoas deitavam fora as coisas que, por terem já muito tempo, consideravam inúteis. Talvez o sótão tivesse o segredo do tempo, pensou a Ana.
     O relógio só precisava de uma pequena limpeza, pois tinha o pó do tempo, como dizia a avó. Deram-lhe corda e ficou a falar e a abanar o pêndulo:   
     - Tic, Tac, Tic, Tac.
    A Ana perguntou-lhe:
     - Quanto tempo tens?
     - Tenho muito tempo. Sou de 1948. Também tenho muito tempo, porque não vou fazer nada a seguir. Deves é perguntar-me que horas tenho. Ou: que horas são agora?
     -  O que são horas? – quis saber a Ana.

Relógio antigo
    
    -  As horas são pequenos espaços que o meu ponteiro maior percorre. Uma hora tem sessenta espacinhos e os espacinhos têm o nome de “segundos”.  Agora são cinco horas e cinquenta segundos. Se olhares para a janela e depois voltares a olhar para mim, já serão cinco horas e cinquenta e dois segundos, ou cinquenta e três, se ficares a olhar pela janela durante mais tempo.
    -  O que é isso do "durante#? Nunca percebi – perguntou ela.
    -  Tudo que acontece anda no tempo. Se atirares uma pedra pela janela, ela só chega ao chão mais tarde. Durante um ou dois segundos ela está a cair. Tudo começa e acaba no tempo. O “durante” é o tempo que fica entre o início e o fim das coisas que acontecem. Eu, por exemplo, estive parado e esquecido neste sótão durante vinte anos.
   - Ah, já percebi. Por isso é que as minhas professoras estão sempre a dizer-nos que não podemos falar uns com os outros durante as aulas.
     - Exatamente! – respondeu-lhe o relógio.
     - Acho que começo a compreender o tempo. Mas ainda não o vejo!
     - Ninguém o vê. Mas todas as pessoas conseguem senti-lo – explicou o relógio.
     - Como? – admirou-se a Ana.
     - Com as batidas do coração. O coração é como um relógio, sabias? Tic, Tac, Tic, Tac. Se a tua amiga preferida não chega, parece que o tempo parou, enquanto esperas. O coração fica triste. Se estás a divertir-te, o coração bate mais depressa e o tempo passa num instante.    
      - Gosto do tempo, sabes? Afinal, as pessoas deviam era dizer que têm sempre tempo. O tempo, tal como o coração, está dentro de nós, não é?
    O relógio que era velho e tinha sempre tempo para sorrir, deu as badaladas das seis horas com mais alegria do que nunca. Ela fez as contas:
     - Ah, já são seis horas. Antes eram cinco horas e cinquenta minutos. Então, estivemos a falar durante dez minutos! Já sei contar o tempo. Já sei contar o tempo exato, o teu tempo, medido pelos segundos. Depois temos o tempo do coração que é sempre medido pelos nossos sentimentos. Agora vou-me embora. Volto depois: daqui a algum tempo. Até logo, amigo relógio!
     E foi assim que a Ana encontrou o tempo e encontrou tempo para ser feliz. Oxalá as pessoas mais velhas também encontrassem o tempo que procuram!

Questionário

 
     1. A Ana nasceu:

a)      Numa terra pequena.
b)      Numa aldeia distante.
c)      Numa grande cidade.
 
  1. Os habitantes dessa terra andavam sempre:
a)     A correr de um lado para o outro.
b)      Sem tempo para fazer o que lhes pediam.
c)       As duas situações.

  1. Quando a Ana pedia para a ajudarem com os trabalhos de casa, as pessoas
a)      Diziam-lhe que a ajudavam mais tarde.
b)      Ajudavam-na de imediato.
c)        Nunca a ajudavam.

  1. Para a Ana o tempo:
a) Andava sempre para trás.
b) Andava sempre para a frente.
c) Nem uma coisa nem outra.

  1. A palavra “sempre” significava para a Ana:
a)      Umas horas.
b)      A vida inteira.
c)      A Ana não sabia.

  1. Havia um relógio no sótão da avó que:
a)      Estava parado há muito tempo.
b)      Nunca tinha funcionado bem.
c)      Nunca tinha parado de funcionar.


7. O relógio ensinou a Ana a perguntar as horas. A frase correta é:

a)      Quantas horas há?
b)      Quantas horas são?
c)      Que horas são?

  1. A Ana ficou a saber que:
a)      o tempo tem horas e segundos
b)      o tempo só tem horas.
c)      o tempo só tem segundos.


       9)      A palavra “durante” significa:

a)      O tempo que passa antes de as coisas acontecerem.
b)      O tempo que passa depois de as coisas acontecerem.
c)      O tempo que passa entre o início e o fim dos acontecimentos.


       10)   O tempo é parecido com o coração, porque:

a)      O coração também sente o tempo.
b)      O coração também se move.
c)      O coração tem ponteiros.


      11)   A Ana compreendeu que havia:

a)      O tempo exato dos relógios.
b)      O tempo menos exato do coração.
c)      Os dois tempos, do relógio e do coração.


Terminaste o questionário! Corrige-o aí em baixo.
 
   

   
Correção do questionário: 1 - c)   2 - c)  3 -  a)  4 -  b)  5 -  c)  6 -  a)  7 -  c)  8 -  a)  9 -  c)  10 -  a)  11 -  a)

 
   

   
Exercícios sobre a expressão do tempo

Quando falamos, como exprimimos o tempo e a sucessão dos acontecimentos?

 
Transforma as frases simples numa só frase, através de expressões de tempo que marcam os acontecimentos anteriores (que acontecem antes de um acontecimento principal) e posteriores (que ocorrem depois de outros acontecimentos). Exemplo:
Acontecimento principal: Fui ao cinema.
Acontecimento secundário: Fui ao café.
Frase possível (anterior): Antes de ir ao cinema, fui ao café.
Outra frase possível (posterior): Depois de sair do café,  fui ao cinema.
 
Mãos à obra, no teu caderno diário!
 
a) Participei no campeonato distrital. Treinei todos os dias.
Antes de...
Depois de...
b) O meu colega comprou uma Playstation 4. Poupou dinheiro.
Antes de...
Depois de...
c) Conheci o teu namorado. Conheci a irmã dele.
Antes de...
Depois de...
 
d) Estivemos na tua casa. Estivemos na casa dele.
Antes de...
Depois de...
e) Vou para a escola. Passo na tua casa.
Antes de...
Depois de...
b) As férias começam. Vou à Serra da Estrela.
Antes de...
Depois de...
 
Verifica se não te esqueceste da vírgula a separar as duas frases!
Depois de registares o teu exercício numa folha word ou no caderno diário, consulta o teu professor. O importante é que as frases tenham coerência, ou seja, que sejam verdadeiras e possíveis.
Exemplo de uma frase impossível e, por isso, incoerente:
Antes de comprar o gelado, comi o gelado.